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O que considerar na suplementação vitamínico mineral para o público 60+?

Suplementação 60+

O envelhecimento populacional é uma realidade mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com 60 anos ou mais crescerá em mais de 300%, chegando a quase 2 bilhões em 2051 sendo o equivalente à um quinto da população mundial. No Brasil, o Ministério da Saúde indica que desde 2016 temos a quinta maior população idosa do mundo e, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos. Não é exagero, a proporção de idosos vai triplicar nos próximos 40 anos e o mercado pede um olhar direcionado para esse grupo populacional. Algumas alterações fisiológicas ocorrem com o envelhecimento, dentre as principais mudanças, a diminuição da água corporal repercute de maneira importante no estado nutricional do indivíduo e em parâmetros que são utilizados frequentemente na avaliação nutricional. Além disso, também há redução de 20% a 30% da massa muscular (sarcopenia) e da massa óssea (osteopenia), causada pelas alterações neuroendócrinas e inatividade física.

Osteopenia

Por se tratar de uma condição que antecede a osteoporose, a osteopenia é silenciosa e não apresenta sintomas sensíveis para despertar interesse para suplementação. Entretanto, pessoas que estão entrando na faixa etária dos 60 anos devem ficar atentas com o consumo de alguns nutrientes:

Osteopenia

Cálcio – Desempenha um papel fundamental na manutenção de ossos saudáveis. Cerca de 99% do cálcio no nosso organismo encontra-se nos ossos e nos dentes, sendo que o restante circula no sangue. O cálcio é igualmente fundamental para a manutenção de várias funções no organismo, incluindo a contração muscular, a coagulação sanguínea, a transmissão de impulsos nervosos e a síntese de hormonais.

Vitamina D – Assim como o cálcio, a vitamina D é igualmente essencial para o desenvolvimento e manutenção dos ossos e dos dentes. Assume um papel primordial na manutenção dos níveis sanguíneos de cálcio e fósforo, que são necessários para a mineralização dos ossos, a contração muscular e a condução nervosa em todas as células do nosso organismo.

A vitamina D atua a nível intestinal para aumentar a absorção de cálcio e fósforo, nos ossos para aumentar a reabsorção destes minerais e nos rins para reduzir a sua perda pela urina.

Vitamina K2 – É fundamental para a produção e correto funcionamento da osteocalcina, uma proteína do osso que intervém na mineralização óssea. Alguns estudos sugerem que uma ingestão insuficiente de vitamina K2 pode contribuir para a diminuição da densidade mineral óssea e aumentar o risco de fraturas em idosos.

Zinco – É um constituinte dos cristais de hidroxiapatite e desempenha um papel no turnover ósseo. É igualmente fundamental para o correto funcionamento da enzima fosfatase alcalina, necessária para a mineralização óssea.

Sarcopenia

A sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva e generalizada da força e massa muscular, que ocorre em consequência do envelhecimento e é responsável pelo prejuízo funcional que compromete autonomia de muitos idosos, deteriora a qualidade de vida e aumenta a mortalidade. Neste sentido, diversos estudos têm demonstrado que a atividade física (em particular o exercício de resistência) e intervenções nutricionais específicas podem melhorar a força e massa muscular no público sênior. As estratégias nutricionais têm o foco de utilizar alguns nutrientes com a capacidade de promover o anabolismo proteico muscular e/ou prevenir a perda muscular.

A suplementação baseada em alguns nutrientes pode auxiliar no processo de manutenção dos músculos:

Vitamina D – A vitamina D participa de diversos processos metabólicos do músculo, sendo a fraqueza muscular um sintoma típico associado à sua deficiência. A síntese de proteínas e o consequente crescimento de células musculares esqueléticas são ativados por receptores de vitamina D. Os estudos sugerem que os baixos níveis de vitamina D causam redução do processo de anabolismo muscular. Além disso, a deficiência de vitamina D está envolvida na diminuição da secreção de insulina e aumento da degradação muscular.

Aminoácidos – Os aminoácidos essenciais regulam diversos processos celulares, em particular, a taxa de síntese e degradação de proteínas. Essas evidências têm sido relacionadas particularmente para o aminoácido leucina. Um estudo comparou os efeitos de uma dose única de aminoácidos de cadeia ramificada (6,7 g) com diferentes quantidades de leucina (2,8 contra 1,7 g de leucina) sobre a síntese proteica pós-prandial em idosos. Os resultados encontrados apontam que os indivíduos suplementados com a dose mais elevada apresentaram um aumento significativo na síntese proteica em comparação com os indivíduos suplementados com uma dose mais baixa de leucina. Esses resultados sugerem que a suplementação de leucina tem potenciais efeitos sobre o metabolismo muscular em idosos e que há uma dose mínima que exerça esses efeitos. Até o momento, entretanto, não há evidências conclusivas de que a suplementação de leucina seja capaz de aumentar a massa muscular ou a força muscular em idosos.

A suplementação aliada ao acompanhamento de profissionais pode ser uma estratégia eficaz para uma fase senil mais saudável. O consumo estratégico de nutrientes pode diminuir consideravelmente a morbidade dos idosos, tornando-os ativos para práticas de exercícios e atividade relacionada a sua saúde física e mental. 

Referências

RAUEN, Michelle; MOREIRA, Emília; Avaliação do estado nutricional de idosos institucionalizados; Rev. Nutr. vol.21 no.3 Campinas Maio/Junho;2008

CHAIMOWICZ, Flávio; Saúde do Idoso; 2.ed, Belo Horizonte; Nescon/UFMG; 2013

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2000. Brasília. Disponível em <http://www.ibge.gov.br>. Acessado em: 02/10/14

Carvalho JAM, Garcia RA. O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico. Cad Saude Publica. 2003;19(3):725-33.

MORLEY Et al; Nutritional recommendations for the management of Sarcopenia; Journal of the American Medical Directors Association. 2100. Vol 11 (6). Pp.391-6

Sakuma K, Yamaguchi A. Novel intriguing strategies attenuating to sarcopenia. J Aging Res. 2012;

Di Girolamo FG, Situlin R, Mazzucco S, Valentini R, Toigo G, Biolo G. Omega-3 fatty acids and protein metabolism: enhancement of anabolic interventions for sarcopenia. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2014;17(2):145-50.

Barillaro C, Liperoti R, Martone AM, Onder G, Landi F. The new metabolic treatments for sarcopenia. Aging Clin Exp Res. 2013;25(2):119-27

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