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O poder da geração prateada e as oportunidades a serem exploradas pela indústria

Aumento da expectativa de vida

Ao redor do mundo, as pessoas estão vivendo mais e a maior parte delas pode esperar viver até os sessenta anos ou mais. Muitos países estão experimentando um crescimento tanto no tamanho quanto na proporção de pessoas maduras em sua população. Um gráfico da expectativa de vida global ao longo do tempo mais se parece com uma escada rolante, subindo suavemente. A tendência se mantém, na maioria dos anos, em nações ricas e pobres. Todos estamos subindo esta “escada rolante”.

Uma vida mais longa traz consigo oportunidades, não apenas para quem envelhece e suas famílias, mas também para a sociedade como um todo. Anos adicionais oferecem a chance de buscar novas atividades, como educação adicional, uma nova carreira ou uma paixão há muito negligenciada. Os maduros também contribuem de muitas maneiras para suas famílias e comunidades. Além disso, eles são agora atores importantes na economia e seu papel será ainda maior no decorrer da década de 2020. No entanto, a extensão dessas oportunidades e contribuições depende muito de um fator: saúde.

A diversidade alimentar tem sido reconhecida como um dos componentes de uma dieta de alta qualidade e recomendada nas diretrizes alimentares globalmente. Estudos epidemiológicos indicaram que a diversidade alimentar e a qualidade da dieta, juntamente com certos fatores de estilo de vida, afetam significativamente o estado de saúde e o risco de mortalidade entre os idosos.

O poder de consumo dos maduros

As contribuições econômicas dos idosos devem disparar na próxima década, segundo uma  análise do Brookings Institute.

O relatório mostra que os idosos agora são atores importantes na economia e seu papel coletivo ficará ainda maior à medida que a década de 2020 avançar. Os adultos mais velhos tendem a ter rendimentos elevados em comparação com grupos mais jovens e maiores necessidades de cuidados médicos e especializados, por isso são os principais consumidores. Os maduros também estão crescendo rapidamente em número: o mundo atualmente tem 750 milhões de idosos e esse número ultrapassará a marca de 1 bilhão até 2030, observou o relatório. 

No Brasil, o público 50+ movimenta anualmente cerca de R$ 2 trilhões. De acordo com a Oxford Economics, essa parcela da população movimenta cerca de USD 15 trilhões/ano no mundo. Se formassem um país o total de movimentações financeiras desse público, a chamada economia prateada, ocuparia a 3ª maior economia do planeta.

Fatores que influenciam no envelhecimento saudável

A vida longa é uma realidade e cobra atenção do poder público e da indústria. Estudos começaram a ser intensificados nos últimos anos na Europa, América do Norte e no Brasil, com a missão de entender os novos hábitos do público sênior, as necessidades dos maduros do terceiro milênio e as potencialidades da economia prateada. 

Muitos idosos estão em risco de pelo menos uma das diversas doenças crônicas, como hipertensão, distúrbios metabólicos, diabetes tipo 2 (T2D) ou câncer. A maioria das doenças crônicas em idosos é resultado de uma complexa interação entre fatores comportamentais, genéticos e ambientais. Dentre os fatores comportamentais, a dieta é a que mais contribui para o desenvolvimento de distúrbios metabólicos, e ela precisa fornecer uma quantidade adequada de energia, proteínas e micronutrientes (vitaminas e minerais), o que se traduz em uma variedade adequada de alimentos e uma menor quantidade de alimentos contendo gordura ou energia em sua dieta diária para garantir um envelhecimento saudável. 

Juntamente com o declínio dos níveis de atividade, as necessidades energéticas caem no decorrer dos anos e espera-se comer menos, sendo a redução no apetite, uma das principais mudanças que podem ocorrer, associada a alterações no sistema digestivo, redução da produção de saliva devido a medicamentos, saúde bucal precária e redução da acuidade do paladar e do olfato. A medida que o consumo total de alimentos diminui, a ingestão de muitos nutrientes também tende a diminuir. Ou seja, enquanto as necessidades de energia podem ser atendidas, outras necessidades de nutrientes podem não ser. Além disso, à medida que envelhecemos, nosso corpo absorve menos vitaminas e minerais   e esses nutrientes precisam ser reforçados para que continuemos levando uma vida saudável e funcional.

Embora tudo isso destaque a importância de alimentos ricos em nutrientes e a qualidade geral da dieta na melhor idade, para garantir que a ingestão de nutrientes seja suficiente, manter ou aumentar a qualidade da dieta pode ser difícil em um momento em que o acesso e a preparação dos alimentos estão se tornando mais desafiadores e as dietas podem ser mais difíceis e monótonas. Uma nutrição de baixa qualidade, mesmo em ambientes desenvolvidos, é comum. O tempo de viagem ao supermercado, por exemplo, pode influenciar significativamente as decisões de refeição. Com muitas pessoas comprando alimentos online, as dificuldades de mobilidade podem ser uma barreira menor para o acesso a alimentos no futuro. Entretanto, o uso da internet com a finalidade de compra ainda pode ser uma barreira para o público sênior, além da perda de visão capacidade reduzida da visão que pode afetar o acesso aos alimentos por meio de dificuldades com atividades como preparo de alimentos, cozimento e leitura de rótulos de alimentos.

Os suplementos nutricionais, são opções seguras e eficazes para garantir de forma complementar a ingestão dos micronutrientes em falta no nosso corpo. No entanto, o sucesso dos suplementos nutricionais orais com o avanço da idade, pode ser limitado pela falta de adesão, muitas vezes devido à baixa palatabilidade, custo, e efeitos adversos, como por exemplo náuseas.

Dieta 55+: o que a indústria de alimentos e bebidas deve saber

São necessárias estratégias preventivas eficazes para promover uma boa nutrição entre as populações mais velhas. O desenho de futuras intervenções para apoiar os idosos da comunidade requer uma compreensão clara das influências pessoais e contextuais que afetam os padrões de escolha e consumo de alimentos, incluindo a consideração da importância de fatores sociais e psicológicos. 

É muito comum taxarmos e colocarmos restrições radicais à dieta do público sênior: é hipertenso, não pode comer sal; é diabético, não pode comer açúcar; tem que perder peso, faça uma dieta extremamente restritiva. Os alimentos consumidos pelos idosos também precisam ser reduzidos ou livres de componentes que aceleram o desenvolvimento destas condições, como alto teor de açúcar e gorduras saturadas.

Geralmente, esta dieta deve conter um menor aporte de calorias, porém, com alta densidade dos nutrientes essenciais. A longevidade amplia o interesse por produtos que ajudem a enfrentar os problemas de saúde específicos da idade, como os de coração, cérebro, olhos e articulações. Os produtos devem ser pensados de forma a despertar o apetite destes consumidores, torná-los mais saborosos e atrativos, e fazendo com que a experiência de consumo seja mais agradável.

O primeiro passo deve ser sempre maximizar a ingestão nutricional de um indivíduo a partir de alimentos e bebidas regulares, apoiando o alimento em primeiro lugar. Essa abordagem inclui aumentar a frequência das refeições, ampliar a densidade de nutrientes e energia dos alimentos e bebidas e fortificar os alimentos com a adição de micronutrientes, perdidos em processo ou trazendo um aporte adicional. Assim, o suporte nutricional não se limita a fornecer suplementação na forma de suplementos nutricionais orais.

Produtos como iogurtes e lácteos em geral, cereais, produtos de panificação, entre outros, são ótimas opções para atender as expectativas da geração prateada, trazendo em conjunto fatores importantes como facilidade no consumo e aquisição, sabor e praticidade e, além disso, são ótimas matrizes para receberem um aporte nutricional extra.

Esses alimentos fortificados podem ajudar a manter níveis saudáveis ​​de micronutrientes favorecendo a manutenção ou recuperação da saúde no sentido de prevenção às carências nutricionais. A fortificação ou enriquecimento de alimentos é um método utilizado atualmente na tentativa de reforçar o valor nutritivo dos alimentos e proporcionar um benefício à saúde pública com risco mínimo para a saúde.

Seja na fortificação e enriquecimento de alimentos ou no desenvolvimento de suplementos alimentares para o público sênior, podemos te auxiliar.

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